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À la carte, Self-service: qual sistema é mais vantajoso?

Tempo estimado para leitura: 4 minutos

E agora, qual estilo optar; À la carte, Self-service ou Delivery?

Quem busca empreender no ramo alimentício sabe que são inúmeros os fatores a se pensar na antes de colocar o negócio em funcionamento.

Da comida à decoração, das regras de segurança alimentar ao número de funcionários, tudo deve ser bem planejado para que não haja surpresas.

Dentro desse planejamento, uma das questões a se pensar é em relação ao tipo de serviço: À la carte ou self-service.

Escolher o modelo mais vantajoso pode ser complicado, uma vez que depende de diversas variáveis, como perfil da clientela, localização do estabelecimento e o estilo da culinária proposto para o espaço.

Pensando nisso, vamos tentar ajudar você a tomar a melhor decisão e definir qual é o melhor sistema de atendimento para o seu negócio.

À la carte

À la carte é um termo que vem do francês e significa “como exposta no cardápio” ou “como listada no cardápio”.

É um sistema muito versátil, atendendo de restaurantes mais simples aos mais requintados e caros.

Como o próprio nome diz, sua principal característica é a oferta de pratos previamente definidos e que serão preparados após o pedido do cliente pelo chef do estabelecimento.

à la carte
FONTE: Pratos à la carte servidos no Fiesta Bahia Hotel – Salvador.

A grande vantagem do serviço À la carte está relacionada à organização do restaurante.

Como os pratos são confeccionados baseados em uma lista pré-estabelecida, é possível saber com exatidão quais insumos comprar e a quantidade necessária para as preparações, reduzindo o risco de desperdícios.

Porém, é preciso ficar atento e acompanhar diariamente a demanda de cada prato.

Isso é fundamental para um melhor planejamento e controle de compras e estoque, reduzindo a possibilidade de problemas comuns nesse tipo de estabelecimento, como a falta de disponibilidade de determinado prato ou o excesso de produtos com pouca saída, o que pode gerar perdas.

Com o passar do tempo, você vai entender os hábitos de consumo da sua clientela e os pontos fortes e fracos do cardápio do seu restaurante e essa gestão se tornará mais fácil.

Dica de negócios: altere o cardápio de tempos em tempos, garantindo que sempre haja novidades. Aposte em ingredientes sazonais ou mude as preparações de acordo com a estação do ano, por exemplo.

Isso é fundamental para que mais pessoas se interessem pelo que você oferece e para garantir que os clientes mais habituais retornem ao restaurante.

self-service

O self-service ou “auto-serviço” é a modalidade em que fica exposta ao cliente uma variedade de opções, em que ele mesmo irá montar seu prato, definindo o que e quanto comer, combinando o que deseja de acordo com o seu paladar.

É importante notar que, nesse sistema, a quantidade de comida produzida é muito maior, uma vez que as opções do dia devem estar sempre bem abastecidas e ser constantemente repostas.

Self-service
FONTE: Self-service de Réchauds – Hotel Opala – São Paulo.

É muito comum que os estabelecimentos cheguem ao final do expediente com uma grande quantidade de comida pronta e que não foi consumida.

Sendo assim, o self-service exige um controle muito preciso da produção, da saída de cada preparação e dos horários de pico do restaurante, reduzindo ao máximo o risco de desperdícios.

Outra preocupação muito grande nessa modalidade é a higiene. É fundamental seguir as normas de segurança alimentar não só na produção dos alimentos, mas, principalmente, a partir do momentos em que a comida é colocada nas pistas.

É preciso controlar a temperatura e a quanto tempo que cada preparação está exposta, além de tomar uma série de medidas que reduzam o risco de contaminação cruzada durante o serviço do clientes.

Vale ressaltar que o público do sistema self-service é completamente distinto daquele que opta por restaurantes À la carte. O foco aqui são refeições rápidas, com opções mais abundantes e, geralmente, com custo mais reduzido.

Dica de negócios: sempre que possível, varie as opções ao longo da semana ou mude-as de tempos em tempos.

Claro, mantenha as preparações que mais saem, como arroz, feijão e bife à milanesa, mas ofereça sempre opções diferentes de pratos.

Mude o molho que acompanha as massas, troque o sabor da torta ou alterne as sobremesas, por exemplo.

Isso fará com que os clientes não se cansem da comida e estejam sempre retornando ao restaurante.

BÔNUS: Delivery

O Delivery ou simplesmente “entrega” foi criado para atender um público que gosta da comodidade e de receber os alimentos em casa ou trabalho.

delivery

Com o surgimento de aplicativos e outras plataformas para realizar os pedidos online, essa é uma modalidade que tem crescido cada vez mais no Brasil.

No Delivery, a preocupação é entregar a comida de forma rápida e com máxima qualidade possível, mantendo, sempre que possível, o sabor, textura e aparência do prato servido no restaurante.

Além disso, é importante ter em mente que esse sistema exige uma boa organização de logística, evitando atrasos e trocas de pratos.

Se você deseja implantar o serviço de entregas no seu estabelecimento, a dica é realizar uma análise de investimento para que se tenha uma noção do montante que deverá ser investido e qual o prazo médio de retorno desse investimento.

O lado bom é que os custos para implantação do Delivery são relativamente baixos e, dependendo do perfil do restaurante, pode ser uma grande ferramenta para atrair mais clientes.

Tomar uma escolha no momento de abertura de um negócio nunca é uma decisão fácil.

É necessário ponderar sobre todas as opções disponíveis e avaliar todos os possíveis cenários.

Antes de se decidir entre À la carte ou self-service, defina qual o seu público, qual a proposta do estabelecimento e pense nas estratégias para o seu restaurante.

E você, qual sistema de atendimento prefere?

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